domingo, 20 de janeiro de 2008

Como funciona sistema de desafios no tênis

Aproveitando as férias de janeiro, pela primeira vez estou tendo a oportunidade de acompanhar um torneio de tênis com um pouco mais de atenção. No caso, o torneio aberto de tênis da Austrália (Australian Open).

Tênis é um esporte que me dá particular entusiasmo de assistir. Mas além das grandes jogadas e das partidas memoráveis, algo que é muito legal de se ver nessas partidas é o recurso de "hawk-eye" (do inglês, olho de águia), que é o que nós brasileiros conhecemos como tira-teima.

No tênis, isto também é chamado de desafio. Nas quadras que têm este recurso, caso um tenista se sinta prejudicado com uma marcação do juiz (achando que uma bola foi boa quando o juiz deu bola fora, e vice-versa) pode discordar da marcação chamando o desafio. Assim, um telão instalado na quadra mostra uma espécie animação com o replay da jogada com precisão eletrônica, dirimindo de uma vez por todas com qualquer dúvida, e evitando que se cometam injustiças.

Okay, mas como funciona? Quem não garante que não tem uma pessoa fazendo rapidamente uma animação 3D pra beneficiar um certo jogador? :-)

Bem, apesar de ser um recurso adotado de forma oficial apenas recentemente (desde 2005), tecnologias para sua implementação existem pelo menos há uns vinte anos. Essencialmente as quadras têm que ser equipadas com câmeras de vídeo de alta precisão (acima de 60 quadros por segundo) posicionadas ao seu redor. O conjunto de imagens é enviado em tempo real para um computador super potente que faz o processamento espacial dos objetos, sendo capaz de definir posição e trajetória da bola com altíssima precisão.

Assim, não há espaço para restarem dúvidas, mas nem por isso se tem menos emoção. Também não é um recurso obrigatório em todas as quadras. A quantidade de pedidos de desafio é limitada nos torneios. Geralmente cada tenista pode errar até um número máximo de desafios por partida (três, no Australian Open), podendo continuar desafiando a cada vez em que seu desafio foi procedente.

Por que falei isso? Neste caso, vejo que a tecnologia foi extremamente benéfica aplicada ao esporte. Então, qual seria a dificuldade de se pôr algo semelhante, p.ex., no futebol. Aqueles são alguns dos argumentos da FIFA para não autorizar maior uso de tecnologia (nem um replayzinho instantâneo é possível). Certo que seria complicado depender de alta tecnologia em partidas de futebol em países mais pobres. Mas será que nem numa Copa do Mundo, quando o país sede tem que provar que tem infra-estrutura adequada?

Enfim, é isso. Que acham vocês?

2 comentários:

Lamarca disse...

Fala Marcelo.
Gostei do blog!
Eu também gosto de assistir jogos de tênis.
Quanto ao uso de recursos tecnológicos no futebol, acredito que para alguns cartolas isso não seja o melhor negócio.
Abraços.

Carlos Widmer disse...

daysaniMinha dúvida é a seguinte:
No saibro olhando a marca deixada pela bola no piso se decide set tocou ou não na linha. Mas o ponto que a bola toca no chão é muito menor que o diâmetro total da bola, assim uma marca no saibro que esteja fora da linha mas próxima a ela, em realidade, pelo tira teima eletrônico que projeta todo diâmetro da bola consideraria a bola tocando a linha.
Alguem pode esclarecer esse ponto?
carlos.widmer@gmail.com