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sexta-feira, 27 de junho de 2008

Colabore com a Wikipedia

...ou outro projeto livre de sua preferência e concorra a um ASUS EeePC!

Esta é a promoção que os sites Br-Linux.org e Efetividade.net (ambos do colega Augusto Campos) estão promovendo. A campanha visa incentivar mais gente a colaborar, de alguma forma, com projetos de software livre.

Existem muitas formas de colaborar com projetos de software livre. Se você é da área de computação, a ajuda mais óbvia é mesmo código, implementação de funcionalidades, correção de bugs e afins. Mas se você é usuário que não entende muito de programação, sugerir funcionalidades que você gostaria de ter no seu software é sim uma grande ajuda.

Em meus cursos de conscientização para o software livre, sempre menciono o poder do trabalho colaborativo, p.ex., na Wikipedia -- a maior enciclopédia online existente. Já imaginou a quantidade e diversidade de informação que cada um de nós é capaz de produzir em conjunto? Trabalho colaborativo é isso. Você entende bastante de futebol, ou sabe muito sobre o seu time de coração? Gosta muito de música ou é fã de algum artista em específico? Escreva na Wikipedia. A quantidade de temas com os quais você pode contribuir são inúmeros. Então, se você ainda não tem, faça já seu cadastro na Wikipedia e colabore.

Também é possível contribuir com projetos de software livre de outras maneiras, como traduzindo, compartilhando experiências com outros usuários (seja em fóruns ou listas de discussão), fazendo doações, ou até mesmo divulgando e incentivando uso. Algum software ou projeto livre foi importante pra você numa dada circunstância? Fale para outras pessoas. Isto é uma excelente forma de ajuda.

Para exemplificar, lembro-me de um caso bem específico em que um projeto de softaware livre salvou a minha pele e que vale a pena contar. Em 2006 (antes da Sun liberar a API de Java em GPL) precisava de uma certa modificação na classe ProgressMonitor que me permitisse desabilitar o botão cancelar depois de um certo tempo. Como não conseguia fazer isso fácil, pensei em estudar o código-fonte da classe que vinha com JDK e alterá-la de acordo com minhas necessidades. Qual não foi a minha surpresa -- naquela época -- quando descobri que apesar de ter o fonte NÃO poderia fazer qualquer mudança pois a EULA (end-user licence agreement), item "D" do Java me proibia explicitamente sob pena de violação de licença.

Acabei encontrando o projeto GNU Classpath, que tinha implementações similares às da API padrão mas sem restrições de uso, o que me permitiu modificar a referida classe de acordo com as minhas necessidades, me poupando diversas horas de desenvolvimento. O Java hoje é livre e muita coisa mudou, mas não deixo de indicar sem problemas: usem GNU Classpath!

Então, se você já tem um blog e não tem muita inspiração para escrever, que tal contar sua experiência como usuário de software livre? Colaboração é isso.

Além da Wikipedia, outros projetos com os quais você também pode contribuir para participar da campanha são:

  • Creative Commons - licença de livre compartilhamento;
  • JQuery - biblioteca para manipulação de javascript (devo falar mais dela aqui no blog futuramente);
  • OpenSSH - ferramenta segura para administração remota de servidores;
  • PythonBrasil - talvez o grupos de usuários mais organizados e ativos com o que já tive contato.
Para mais detalhes da campanha, veja as regras da promoção e participe - quanto mais divulgação, maior será a doação do Br-Linux e do Efetividade, e você ainda concorre a diversos brindes! Recado dado. É isso, gente. Grande abraço e até a próxima!

quarta-feira, 19 de março de 2008

Regulamentar a profissão? (S/n)

Nas últimas semanas, voltou à tona um assunto polêmico: a regulamentação da profissão de informática no Brasil. Depois de um bom tempo engavetado, o projeto de lei 1947/03, que versa sobre o tema, obteve parecer favorável na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Congresso Nacional através do senador Expedito Júnior, do PR de Rondônia.

Em meio a opiniões favoráveis e contrárias à idéia regulamentação da profissão de informática, há alguns pontos a serem ressaltados. Por um lado parece haver uma insatisfação dos profissionais por conta de uma desvalorização atual da profissão e de uma possível concorrência desleal sofrida pelos profissionais com formação superior nas universidades para aqueles com formação mais técnica advindos dos inúmeros cursos de informática que existem a cada esquina.

Quanto à desvalorização da profissão, de fato, ainda que não se possa generalizar, não é difícil, p.ex., encontrar editais de concursos tais como o abaixo (vê-se também que casos desse tipo não estão restritos apenas à área de informática):

CARGO: Analista de sistemas REQUISITOS: diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de graduação em nível superior em Ciência da Computação, Engenharia de Software, ou Tecnologia da Informação (..) REMUNERAÇÃO: R$ 540,00 (..)

Por outro lado, talvez não faça sentido falar em competição desleal entre o profissional saído das universidades e aquele saído das escolas de informática. Independentemente da questão da qualidade do ensino superior no Brasil, tem-se visto que o próprio mercado trata de diferenciar os bons dos maus profissionais.

A questão parece ser que mesmo o diploma universitário não é garantia de que profissionais qualificados cheguem ao mercado. E talvez seja esse ponto mais controverso da atual proposta de regulamentação: restringir o mercado de informática a profissionais com diploma independentemente da sua qualificação (diferentemente, p.ex., da Ordem dos Advogados do Brasil, cujo exame para exercer a profissão impede que cheguem ao mercado profissionais sem a devida qualificação).

Outros pontos que merecem discussão, sem dúvida, dizem respeito ao profissionais com certificações de mercado (como LPI e outras) além da definição do "escopo" da área de informática (afinal, seria necessário registro para trabalhar com bio-informática ou mecatrônica, p.ex.?). Também é verdade que ter a profissão regulamentada poderia ser um meio de evitar os muitos casos de maus profissionais (entendam-se, o famoso "sobrinho" que entende de informática) que prestam serviços de baixa qualidade principalmente à micro e pequenas empresas -- e cujos maus serviços refletem sim à sociedade que não tem quaquer controle sobre esse tipo de profissional. Ao mesmo tempo pensa-se se seria justo condenar os bons profissionais free-lancer e auto-didatas sob pena de exercício ilegal da profissão.

Enfim, para concluir este texto, gostaria claro, de conclamar todos à reflexão desse tema que muito tem a contribuir com nossa sociedade. Não sem antes mencionar ainda que o guru do movimento de software livre, Richard Stallman, é contrário à tal iniciativa;mas também que há especialistas que dizem que o desenvolvimento de software livre, p.ex., seria pouco afetado.

Por hora é isso. Até a próxima, gente!

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Seja desconfiado, sempre (ou golpe via classificados)

Pessoal, ontem infelizmente passei por uma terrível experiência, mas me sinto na obrigação moral de compartilhá-la, até como alerta a vocês. Há duas semanas anunciei a venda de meu notebook nos classificados. Havia adquirido um no final de 2006 quando estive lecionando na UFPA. Mas no momento, pressionado por algumas dívidas, poderia me desfazer dele sem problemas. Inicialmente tentei oferecê-lo aos amigos mais próximos e ainda no MercadoLivre, mas sem sucesso.

A propósito, o anúncio no MercadoLivre tornou-se um grande estorvo. Um golpista safado insistia em comprar, forjava e-mails do MercadoLivre, PayPal, Bank of America e até Banco do Brasil para tentar induzir-me a enviar o produto a partir de um (falso) comunicado de pagamento . Acabei desistindo.

Anunciei entãos nos classificados "tradicionais" de um jornal de grande circulação aqui em Belém. O anúncio foi publicado no mesmo final de semana. Na quinta-feira, recebi o contato de uma mulher chamada "Michele" que mostrou muito interesse em adquirir o aparelho. Combinamos em casa na sexta-feira, 8, mas ela não aparecera. Na semana seguinte, como vocês acompanharam, estive representando minha empresa no Campus-Party Brasil. Como tal mulher insistisse em ligar para casa posterguei qualquer contato para quando estivesse de volta.

Regressando à Belém, "Michele" contactou-me novamente para ver o aparelho. Acabei combinando na quinta, às 19h. Às 21h, chegam em casa a dita "Michele" e um rapaz que se disse ser o namorado que entende de informática. Infelizmente na exata hora em que chegaram eu estava quase cochilando na sala e só me dei conta quando minha esposa já tinha dado entrada a eles. Estranhamente, não demonstraram interesse pelo notebook (não perguntaram configuração, motivo da venda, tempo de uso... nada). Logo em seguida, os dois se aproximaram de um canto e o filho-da-puta indivíduo sacou de uma arma da bolsa da mulher. Naquele instante, quase tive um treco, não percebi mais meus pés no chão e estive a ponto de desfalecer. Os dois pegaram as chaves da casa, fecharam as janelas, e deram entrada a outros dois bandidos também armados...

Os cerca de 45 minutos que se seguiram foram de intensa agonia. Tudo bem que -- graças à Deus e a nosso anjo da guarda -- sem violência, mas com muitas ameaças verbais e o deboche próprio dos vagabundos. Tivemos de assistir incólumes a toda a nossa casa ser saqueada. Eu disse TODA! A rigor, deixaram-nos apenas com as roupas do corpo e os eletrodomésticos maiores. Desde sandálias e roupas íntimas levaram... Celulares, dinheiro, relógios, muitas peças de roupa, equipamentos do computador, malas de viagem... Não levam a tevê por não conseguirem carregar. Depois de uns telefonemas, lá fora um taxista parecia aguardá-los. Trancaram-nos então em casa e levaram consigo o molho de chaves. Por sorte, conseguimos sair pois os patetas não se aperceberam que eu trazia comigo também minha cópia das chaves em meu bolso. Obviamente, trocamos todas as chaves de casa após isso.

Okay, mas o que aprender com essa experiência? Que não se deve descuidar da segurança em nenhuma hipótese nem por um único instante. No ímpeto de conseguir vender a mercadoria, acabei errôneamente abaixando meu desconfiômetro. Fazendo um balanço, agora posso enumerar os pontos ou dicas de segurança que poderiam ter me ajudado a evitar este golpe dos classificados. Terá valido meu dia a pena se uma das dicas abaixo lhes for útil de alguma forma:

  • dê um telefone com identificador de chamadas como contato do anúncio;
  • peça sempre um telefone fixo para contato com o interessado. Não aceite somente contato por celular ou e-mail;
  • sempre indague bastante seu possível cliente: onde mora? por que quer comprar? no que trabalha? tem outras ofertas em vista?
  • se preocupe em fazer mais perguntas sobre o produto ao cliente que respondê-las. Se o cliente realmente está interessado, ele se informou e sabe algo sobre o que quer;
  • seus dados são sagrados. Se policie para nunca mencionar diretamente seu endereço e de seu trabalho, seus números telefônicos e nomes das pessoas próximas a você;
  • nunca combine de fechar a transação em sua casa. Se possível, combine em locais amplos e com grande fluxo de pessoas, como shoppings centers ou praças, e melhor ainda se puder ir com acompanhante;
  • nunca combine de ir à casa da pessoa que lhe contactou. Vale inclusive se você for cliente. Aliás, tenha em mente que estelionatários e assaltantes também publicam anúncios nos classificados;
  • saiba blefar! Mencionar despretenciosamente, num contato telefônico, aquele colega da vizinha do seu tio que é investigador da polícia não custa nada, não?
  • pense como um bandido. Faça um exercício de esquecer seu autruísmo. Se você fosse mal-intencionado(a) e dependensse disso para comer no dia seguinte, o que você seria capaz de fazer?
  • por fim: seja desconfiado, sempre! Recuse imediatamente propostas que pareçam muito fáceis ou demasiadamente vantajosas. Fale em dinheiro logo nos primeiros contatos. E converse sempre o que for possível sobre o que está havendo com seus amigos, familiares e colegas de trabalho para trocar opiniões.

Bem, como não poderia deixar de ser, este post tornou-se muito longo. Espero sinceramente ajudar a que mais pessoas não sejam vítimas de qualquer golpe desse tipo como eu o fui.

É isso.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Resumo da quarta

Antes de começar, uns comunicados sobre a cobertura do Campus Party Brasil. Primeiro, decidi fazer um post por dia -- é muito chato ficar com o notebook pra lá e pra cá e ter de ficar sendo revistado pelos seguranças o tempo todo. E segundo, acabou novamente a (pouca) carga que tinha dado nas pilhas da máquina, então fotos agora (infelizmente) serão raridades. E mesmo se houver uma ou outra momento que mereça registro, certamente porei em algum link no Flickr ou coisa do tipo. Então, não deve fazer muita falta.

Isto posto, vamos aos fatos. Pra começar, não peguei nada de muito interessante pela manhã. Voltei novamente ao Kick Ass Kung Fu, onde joguei com um outro colega que fazia capoeira e quase batemos o recorde do jogo :-). Terminaram de montar o ambiente virtual de imersão, mas com tanta gente, não consegui jogar.

A decepção ficou por conta do robozinho Quasi. Fui lá numa boa conversar com ele e tal. Pelo que vi no primeiro dia, pensei que era um puta sistema de inteligência artificial com um módulo sintetizador de voz duca... Tentando pegar o tal robô, perguntei-lhe: "Quasi, qual o sentido da vida?". Minha surpresa quando ele respondeu que leu isso num livro uma vez e a resposta era 22 (!?!). Depois vi que, na verdade, há um controlador que fica manipulando-o e dá vida ao robô. Um fantoche cibernético. O legal é que ele é muito bem feito. A "boca" do robô articula perfeitamente a pronúncia das palavras e tudo.

Nas palestras, fiquei praticamente todo o dia no software livre. Participei de uma introdução ao Ginga com demonstrações e tudo, mas muito básica. Depois houve um tutorial de segurança com configuração de honeypots ativos, direto com um pessoal do NIC.BR, muito interessante. Mais à noite ainda houve introdução ao Python com Luciano Ramalho do PythonBrasil -- excelente, e ainda percebo o quanto ainda podemos avançar com o Python aqui em Belém e ainda uma outra sobre o formato ODF (muito boa também, mas a rigor com pouca novidade pra quem assistiu à do Xavier no Dia do BrOffice no Cefet). No final do dia, ainda consegui assisitr a um pedaço de uma apresentação de um pessoal do EstudioLivre sobre ferramentas para áudio com o Ubuntu Studio (que, aliás, eu nunca tinha ouvido falar).

Mas a melhor parte mesmo foi um bate-papo com Marcelo Tas, o Miranda (dos Ídolos) e a bela VJ Luiza da MTV sobre conteúdos online, liberdade de acesso, informática e sociedade, etc. Foi muito enfática a necessidade de se ajustar certos conceitos sobre o que é pirataria ilegal e o que é compartilhamento de informação. Taz questionou o que há de errado em, p.ex., se baixar músicas na Internet para uso próprio. Acaso é errado emprestar um livro para um amigo quando se acabou de ler? "Crime é proibir um moleque de ler, de ter acesso a uma música e curtir um som", lembrou Miranda. Luiza noticiou um caso bizarro que na Inglaterra em que se sugeria proibir o acesso à Internet a quem compartilhasse música por protocolos P2P. As discussões se aprofundaram nessa linha. Foi realmente muito legal!

Por hora é isso.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Pelotão, descansar.

Fim do primeiro dia do Campus Party. Hora de dormir... Dá uma certa pena deixar ocioso o link de 5Gb pra ter de dormir (ainda mais sem ter baixado nem a primeira temporada dos Simpsons toda :). Tentei ainda ficar até as 2h, mas agora realmente já é hora.

Pelo lado positivo, ao menos tenho a chance de mostrar as super instalações do acampamento campus tabajara-party. Ao lado vocês podem ver a "Vila Serpro" (reparem no detalhe do logo), alojamento de todos os bravos colegas que cá estão. Ao total são cerca de mil e quinhentas tocas-do-Gugu barraquinhas dessas no terceiro piso do pavilhão da Bienal, no parque do Ibirapuera.

Abaixo segue a minha barraca, com o kit de sobrevivência (da esquerda pra direita): colchonete de dormir -- agradeço ao colega Rafael Marconi de Salvador -- com um lençol, mala com pertences pessoais, bolsa da cia Telefonica (contém uma garrafinha dágua, uma camiseta e um monte de propaganda), cadeado sobre o livro "Amor, verbo intransitivo" de Mário de Andrade, e molho de chaves, tudo isso sobre pasta com papéis importantes e minha caixa de entrada GTD. Ainda tem dois cd's, cabo adaptador mini-usb, mochila para notebook, calça jeans e uma barrinha de cereal, além do meu par de tênis que estava tímido e preferiu não aparecer.

É isso. Vamos dormir que a noite será longa... ou não.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

O que dá pra aprender com os fãs de Lost?

Neste 31 de janeiro, estreou nos EUA, a quarta temporada da série Lost -- de que sou fã, diga-se.

Lost é uma série diferenciada mesmo. Os mistérios e as surpresas dos acontecimentos da ilha cativam e produzem ardorosos fãs. Além disso, a equipe de produtores é muito boa no marketing e na promoção da série. Neste ano, para tentar acalmar o ímpeto dos expectadores, foi lançado uma espécie de jogo de realidade alternativa chamado Find815. Iniciativa semelhante ocorreu também anteriormente num outro jogo chamado Lost Experience, que versava sobre alguns mistérios da trama.

Pra quem nunca ouviu falar, na ficção, 815 é o número do vôo da Oceanic Airlines que partiu de Sidney para Los Angeles em 22 de setembro de 2004, supostamente caindo sobre o oceano Pacífico, matando todos os 324 passageiros. (A propósito, pra quem não sabe, Oceanic é uma empresa de aviação fictícia, comumente usada em filmes e seriados de tevê). A trama de Lost é bem complexa. Há muitos detalhes que nos levam a duvidar dos acontecimentos, e tecer teorias mirabolantes sobre tudo. Mas isso fica para outra hora.

O jogo Find815 é basicamente a história de um ex-empregado da empresa de aviação inconformado por ter perdido a namorada aeromoça no acidente, e que busca informações sobre o que realmente possa ter ocorrido. A história é bem linear, mas como disse, os detalhes quase ocultos presentes no jogo é que fazem muitas vezes a diferença. E é sobre isso que vamos falar.

Vi que há jogadores fanáticos da série que escarafuncham tudo, desde possíveis mensagens cifradas em um áudio, ou uma análise quadro-a-quadro de vídeos e coisas do tipo. E há coisas legais para se aprender com isso.

Por exemplo, algum expectador mais atento percebeu que em certos pontos de um vídeo soam sinais semelhantes a código morse. Descobri então que existem páginas que traduzem mensagens em código morse. Já outro jogador descobriu uma mensagem subliminar em braile num outro vídeo (imagem ao lado). Aprendi então que existem sites também para tradução de código em braile. Também volta e meia acham-se palavras ou conjuntos de letras aparentemente sem sentido. Pois outro fanático resolveu pô-las num gerador de anagramas em busca de algo inteligível.

Além disso, localizadores de endereços, como o Google Maps, Yahoo Maps ou mesmo o MSN Live, também foram bem úteis. Ferramentas desse tipo também ajudaram a descobrir pontos no mapa a partir de coordenadas (latitude e longitude).

Enfim. Estas são apenas algumas coisas interessantes presentes no jogo (e de que estou me lembrando agora :-). Mas fica claro que este estilo de jogo de realidade alternativa é bem legal principalmente pra quem é curioso e tem espírito investigativo. Trata-se de uma boa diversão e, de quebra, permite descobrir coisas novas. Para mais informações sobre esse estilo de jogo, visite a página ArgBrasil.

É isso. Fiquemos na expectativa de Lost!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

O Pará também tem GuBro

Sim, é verdade! Hoje foi lançado o Grupo de Usuários do BrOffice do Pará - GuBro-PA.

O lançamento foi realizado também com o primeiro evento promovido pelo grupo: o Dia do BrOffice, que ocorre nesta quarta-feira, 30, no auditório do Cefet-PA. Um evento que já começa grandioso, acima de 100 inscrições e superando todas as expectativas.

O lançamento do GuBro-PA vem fortalecer ainda mais a comunidade de software livre do norte do país. Coordenado pelos amigos Edinéia Pereira e Raimundo Xavier e contando com apoio de diversas entidades como Serpro, Sucesu e Ausla, o grupo se constitui de mais um instrumento para promoção de qualificação profissional e inclusão digital na região, por meio de palestras, eventos e cursos de capacitação. Além, é claro, no incentivo ao uso do software livre, troca de experiências e congregação da comunidade de usuário entre si.

Aliás, devo dizer que fui gentilmente convidado pelos os coordenadores do grupo a ministrar uma palestra no evento (cujos slides estão disponíveis para download). Falei um pouco sobre criação de macros para a suíte OpenOffice.org, que é um recurso bem interessante apesar de muitas vezes pouco utilizado (okay, muitos usuários que usam esporadicamente um processador de texto pra digitar uma carta ou coisa assim talvez nem precise, mas para quem usa uma suíte de escritório no dia-a-dia, como ferramenta de trabalho de fato, é bastante útil).

Enfim, está de parabéns a comunidade de software livre paraense por mais esta iniciativa!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Doença renal crônica

Hoje, ao visitar um grande amigo, recebi uma notícia ruim: ele descobriu estar com insuficiência renal crônica. Não tinha nenhum conhecimento desta doença e fiquei preocupado pois trata-se de uma enfermidade terrível, e achei que tinha que me informar mais sobre este assunto.

Esta insuficiência renal crônica é uma doença degenerativa que vai reduzindo gradativamente a capacidade funcional dos rins. Meu amigo já foi diagnosticado no último estágio da doença, quando estes órgãos estão completamente inoperantes. A única solução de fato é um transplante de rim e, paliativamente, as sessões de hemodiálise, três vezes por semana. A propósito, algo que não sabia, é que o tratamento de hemodiálise ao mesmo tempo em que é eficaz na eliminação das toxinas presentes no sangue, também é prejudicial pois remove vitaminas e outros nutrientes nele presentes.

Pelo pouco que pude me informar, não há apenas uma causa para tal doença. Entretanto, fatores como hipertensão arterial, diabete melitus e a inflamação dos glomérulos (estruturas microscópicas presentes nos rins, como uma espécie de novelo de vasos sanguíneos capilares). Também a presença de proteína sendo eliminada pela urina pode ser um indício desta doença. Se você tiver algum desses sintomas, procurar um médico para obtenção do diagnóstico pode ser uma boa medida preventiva.

Bem, passado o impacto inicial da notícia, meu amigo felizmente não perdeu a fé e a esperança. Alguns familiares devem fazer testes de compatibilidade na tentativa de se encontrar um doador na família brevemente. Temos todos fé de que tudo dará certo nos próximos meses.

Em particular quero dizer a você, meu amigo, que você está em minhas orações! Confie em Deus que dará tudo certo.

Grande abraço a todos e até a próxima.

domingo, 30 de dezembro de 2007

"Adote um gatinho"

Nesta última sexta, havia assistido a uma das entrevistas do Programa do Jô com as responsáveis pela ONG Adote um gatinho (que aliás, têm um maravilhoso gato chamado Tagarela). Certamente ainda influenciado por ela, ontem me compadeci de três gatinhos que tinham sido abandonados no meio da rua sob forte chuva. Acabei trazendo-os para casa, onde ganharam leite e um banho quente e a quietude e sossego de uma noite de sono. Assim, ao menos momentaneamente, os gatinhos juntam-se à Raquel e ao Medrosão como os animais de estimação da casa.

Vale lembrar que os pequerruchos (que devem ter entre três e quatro meses) ainda não têm nome. Devem-ser um macho e duas fêmeas. Provisoriamente receberam os carinhosos nomes de Capitu, Capivara e Capitão :-). Caso alguém tenha alguma sugestão melhor, fique à vontade para sugerir.

PS: Preciso deixar claro que, ao menos por hora, os gatinhos não estão disponíveis para venda, adoção, empréstimo ou o que quer que seja.