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sexta-feira, 27 de junho de 2008

Colabore com a Wikipedia

...ou outro projeto livre de sua preferência e concorra a um ASUS EeePC!

Esta é a promoção que os sites Br-Linux.org e Efetividade.net (ambos do colega Augusto Campos) estão promovendo. A campanha visa incentivar mais gente a colaborar, de alguma forma, com projetos de software livre.

Existem muitas formas de colaborar com projetos de software livre. Se você é da área de computação, a ajuda mais óbvia é mesmo código, implementação de funcionalidades, correção de bugs e afins. Mas se você é usuário que não entende muito de programação, sugerir funcionalidades que você gostaria de ter no seu software é sim uma grande ajuda.

Em meus cursos de conscientização para o software livre, sempre menciono o poder do trabalho colaborativo, p.ex., na Wikipedia -- a maior enciclopédia online existente. Já imaginou a quantidade e diversidade de informação que cada um de nós é capaz de produzir em conjunto? Trabalho colaborativo é isso. Você entende bastante de futebol, ou sabe muito sobre o seu time de coração? Gosta muito de música ou é fã de algum artista em específico? Escreva na Wikipedia. A quantidade de temas com os quais você pode contribuir são inúmeros. Então, se você ainda não tem, faça já seu cadastro na Wikipedia e colabore.

Também é possível contribuir com projetos de software livre de outras maneiras, como traduzindo, compartilhando experiências com outros usuários (seja em fóruns ou listas de discussão), fazendo doações, ou até mesmo divulgando e incentivando uso. Algum software ou projeto livre foi importante pra você numa dada circunstância? Fale para outras pessoas. Isto é uma excelente forma de ajuda.

Para exemplificar, lembro-me de um caso bem específico em que um projeto de softaware livre salvou a minha pele e que vale a pena contar. Em 2006 (antes da Sun liberar a API de Java em GPL) precisava de uma certa modificação na classe ProgressMonitor que me permitisse desabilitar o botão cancelar depois de um certo tempo. Como não conseguia fazer isso fácil, pensei em estudar o código-fonte da classe que vinha com JDK e alterá-la de acordo com minhas necessidades. Qual não foi a minha surpresa -- naquela época -- quando descobri que apesar de ter o fonte NÃO poderia fazer qualquer mudança pois a EULA (end-user licence agreement), item "D" do Java me proibia explicitamente sob pena de violação de licença.

Acabei encontrando o projeto GNU Classpath, que tinha implementações similares às da API padrão mas sem restrições de uso, o que me permitiu modificar a referida classe de acordo com as minhas necessidades, me poupando diversas horas de desenvolvimento. O Java hoje é livre e muita coisa mudou, mas não deixo de indicar sem problemas: usem GNU Classpath!

Então, se você já tem um blog e não tem muita inspiração para escrever, que tal contar sua experiência como usuário de software livre? Colaboração é isso.

Além da Wikipedia, outros projetos com os quais você também pode contribuir para participar da campanha são:

  • Creative Commons - licença de livre compartilhamento;
  • JQuery - biblioteca para manipulação de javascript (devo falar mais dela aqui no blog futuramente);
  • OpenSSH - ferramenta segura para administração remota de servidores;
  • PythonBrasil - talvez o grupos de usuários mais organizados e ativos com o que já tive contato.
Para mais detalhes da campanha, veja as regras da promoção e participe - quanto mais divulgação, maior será a doação do Br-Linux e do Efetividade, e você ainda concorre a diversos brindes! Recado dado. É isso, gente. Grande abraço e até a próxima!

quarta-feira, 21 de maio de 2008

I Fórum de Tecnologia em Software Livre do Serpro Belém

O 1º Fórum de Tecnologia em Software Livre Serpro Regional Belém, aconteceu no período de 14 a 16 de maio. No primeiro dia do encontro, estiveram presentes várias pessoas representando as Instituições de Ensino Superior, Órgãos do Estado e Grupos de Usuários para prestigiar e compartilhar conhecimentos sobre essa tecnologia. Foram programadas para os três dias do encontro, várias palestras e apresentações de experiências sobre o tema. Ao final de cada expediente foram sorteadas camisas e canetas oferecidas pela equipe de software livre e a ASES Belém - Associação dos Empregados do Serpro Regional Belém.

No primeiro dia do evento foi contabilizada a participação de 192 pessoas, entre empregados e convidados, os quais destacam-se : João Carlos Bier (Consultor da Companhia de Informática do Paraná – Celepar), Elisabeth Ribeiro Eloy (Gerente do Projeto E-Car – Sunne/Serpro), Sandra Rocha (Coordenadora Projeto SET da Universidade Federal do Pará, UFPA), Lourenço Monteiro (Coordenador do Curso de Sistema de Informação do Centro Universitário do Pará, Cesupa), Marcelina Pereira (Coordenadora do Governo Eletrônico de Acesso ao Cidadão - Gesac/Seduc), Gerson Lima Vieira (representando a Divisão Tecnologia da Receita Federal do Brasil - Ditec) e Diego Lisboa Cardoso (Diretor de Tecnologia da Seduc, PA).

A primeira palestra do dia foi apresentada por Moacir Monteiro e Antônio Carlos com o tema Inclusão Digital/UCA. Nesta palestra foram apresentados os vários projetos de inclusão digital realizados pelo Serpro e a parceria entre o Serpro/Seduc nas escolas públicas do Estado do Pará. Em seguida ocorreu uma amostra de experiência sobre o software livre com o tema “Turma do Açai”, que foi ministrado por Rosinaldo Pinheiro (Seduc-PA).

No final da manhã, ocorreu oficialmente a abertura do I Fórum de Tecnologia em Software Livre Serpro Regional Belém, com a palavra de Raimundo Xavier, Coordenador do Comitê de Software Livre Belém que agradeceu a presença de todos, falou sobre a importância em se utilizar esta ferramenta e o papel do Serpro a frente do Software Livre, logo em seguida, Laury César Silva Andrade, Coordenador da Ação Corporativa a Nível Regional – ACNR, deu as boas vindas e parabenizou a realização do evento. Na abertura falaram também Sandra Rocha (Coordenadora Projeto SET da Universidade Federal do Pará) e Lourenço Monteiro (Coordenador do Curso de Sistema de Informação do Centro Universitário do Pará, Cesupa).

No período da tarde ocorrem as seguintes palestras:

  • E-Car, proferida por Elisabeth Eloy e Rogério Ueda, Sunne/BSB - esta ferramenta possibilita o acompanhamento, desenvolvimento de projetos e permiti ainda a parametrização de estruturas, funcionalidades e perfis conforme o cliente. Este sistema foi desenvolvido pela Celepar para gerir e controlar os projetos de planejamento da mesma. O Serpro passou a utiliza-la a partir deste ano;
  • Dot-Project, Kleber Carneiro, Tiblm - uma apresentação geral da ferramenta, com seus principais recursos para gerência de projetos em software livre;
  • Projeto Escola de Fábrica/Jovem Aprendiz, ministrada por Márcia Brandão e Erika Moraes, estes programas foram criados pelo Governo Federal, os quais oferecem a oportunidade de formação inicial e continuada a jovens de baixa renda e como a Empresa vem desenvolvendo-os na Regional Belém;
  • Boto Set Linux, Rosistela Pereira de Oliveira, repassou aos presentes que este projeto é uma parceira da Seduc com a UFPA e, esta ação contribui com mais um passo importante para a inclusão social digital por meio do software livre. O “Boto Set Linux” é um software livre que aperfeiçoou um outro através da ferramenta Set (desenvolvida pela UFPA) para melhorar a estrutura tecno-pedagógica nas escolas estaduais.
No segundo dia, 15/5, sete palestras ocorreram e contou com a participação de vários profissionais e alunos interessadas no tema. Seguindo a programação, foram apresentadas as seguintes palestras:
  • TELE IP”, proferida por Adriano Martins.
  • "Portais GTIC – Utilizando Zope e Plone”, onde José Maurício Lobato, Superintendência de Produtos e Serviços – Rede, Supre/RJ, falou sobre sua experiência na Supre no desenvolvimento do Portal GTIC (Gerenciamento de Tecnologia de Informação e Comunicação) utilizando ferramenta livres ZOPE/PLONE.
  • BrOffice.org e o Padrão ODF”, Raimundo das Graças Lima Xavier do Setor do Atendimento Especializado Belém, Gsblm, enfatizou sobre a importância em se utilizar o sistema livre e o formato ODF (Open Format Document), observando que a grande intenção do ODF é promover uma alternativa aos formatos proprietários de documentação, para que organização e os indivíduos não fiquem aprisionados em um único fornecedor.
  • Nova Distro Ubutu”, Davis Victor Feitosa de Oliveira - Tiblm, e Paulo Arruda - Tigte/RCE, repassou aos presentes como o processo de migração das estações de trabalho do Serpro, utilizam o Sistema Operacional Linux/Fedora Core 6. Nesta apresentação foram distribuídos alguns CD's do Ubuntu aos presentes.
  • Correio Livre Expresso”, Adriano Martins da Supti/BSB, o sucesso da experiência da empresa na plataforma livre e de como agrega a rede Serpro e seus Clientes um Groupware de email em software livre e o tráfego de email e informação em âmbito do governo federal.
  • Assinatura Digital no BrOffice.org”, Cláudio Ferreira Filho, presidente da Comunidade BrOffice.org, falou da importância da assinatura digital que garante a autenticidade dos documentos e há entidades especializadas (os cartórios) em assegurar a origem desses importantes pedaços de papel e principalmente o uso de documentos no BrOffice.org;
  • 10 Dicas no BrOffice.org”, Francival Lima da Gsblm, mostrou várias dicas e técnicas sobre a utilização do BrOffice que melhoram e auxiliam a produtividade do usuário.
No último dia 16/5, o evento aconteceu dentro da programação esperada e os temas foram:
  • Rede Local em Software Livre (RLSL)”, palestrante Paulo Arruda – Tigte/RCE; fez um retrospecto da utilização de software livre no Serpro, com foco na RLSL - Rede Local Software Livre mostrando os serviços disponibilizados e vantagens obtidas. Pequena abordagem sobre a nova distribuição para estação de trabalho.
  • Ambientes de Integração Continua, testes e repositório de componentes”, palestrante Allan Lima - Supde/FLA, que repassou para pláteia sobre a ferramenta que facilita o dia-a-dia de implementação de um projeto, proporciona uma infra-estrutura para inspecionar a qualidade do código e detectar antecipadamente problemas, além disso, dá suporte à testes de unidade automática, inspeção da qualidade do código fonte e permite sempre ter uma versão pronta para instalação do sistema;
  • Mantis: Visão Geral da ferramenta de Bugtracking”, palestrante Lenon Raiol - Sunat/BLM, foi repassado uma visão geral da ferramenta bugtracking mantis, mostrando com a mesma pode auxiliar no registro, acompanhamento e gerenciamento dos problemas encontrados durante a fase testes de software;
  • Vídeo Conferência Livre”, palestrante Mário Evangelista Neto – Supre/FLA, apresentou como funciona um sistema de video conferência em software livre, as tecnologias utilizadas, equipamentos e infra-estrutura de rede necessária, foi apresentado o “demo” de como instalar, configurar e customizar a solução openmash de video conferência livre;
  • Desenvolvimento WEB com padrões W3C”, palestrante Marcelo Andrade - Deblm, o foco principal apresentado foi a necessidade de se desenvolver sites e aplicações web dentro dos padrões definidos pelo W3C, foram apresentados algumas ferramentas e extensões a nevegadores web (como Mozilla Firelox) úteis ao trabalho do desenvolvedor;
  • Introdução ao Python”, palestrante Marcelo Lobo - Reblm, foi dado uma breve introdução sobre linguagem de python e apresentado suas características e paradigma, suas aplicações e os passos futuros de linguagem.

O Comitê Regional de Software Livre em nome do Coordenador de SL agradece e parabeniza todos envolvidos na organização do evento, que contou com a participação de diversos profissionais, os quais, se empenharam ao máximo em cooperar e compartilhar o conhecimento em tão pouco tempo. O I Fórum de Software Livre em Belém foi um sucesso absoluto!

Da Comunicação Social do Serpro Regional Belém.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Regulamentar a profissão? (S/n)

Nas últimas semanas, voltou à tona um assunto polêmico: a regulamentação da profissão de informática no Brasil. Depois de um bom tempo engavetado, o projeto de lei 1947/03, que versa sobre o tema, obteve parecer favorável na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Congresso Nacional através do senador Expedito Júnior, do PR de Rondônia.

Em meio a opiniões favoráveis e contrárias à idéia regulamentação da profissão de informática, há alguns pontos a serem ressaltados. Por um lado parece haver uma insatisfação dos profissionais por conta de uma desvalorização atual da profissão e de uma possível concorrência desleal sofrida pelos profissionais com formação superior nas universidades para aqueles com formação mais técnica advindos dos inúmeros cursos de informática que existem a cada esquina.

Quanto à desvalorização da profissão, de fato, ainda que não se possa generalizar, não é difícil, p.ex., encontrar editais de concursos tais como o abaixo (vê-se também que casos desse tipo não estão restritos apenas à área de informática):

CARGO: Analista de sistemas REQUISITOS: diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de graduação em nível superior em Ciência da Computação, Engenharia de Software, ou Tecnologia da Informação (..) REMUNERAÇÃO: R$ 540,00 (..)

Por outro lado, talvez não faça sentido falar em competição desleal entre o profissional saído das universidades e aquele saído das escolas de informática. Independentemente da questão da qualidade do ensino superior no Brasil, tem-se visto que o próprio mercado trata de diferenciar os bons dos maus profissionais.

A questão parece ser que mesmo o diploma universitário não é garantia de que profissionais qualificados cheguem ao mercado. E talvez seja esse ponto mais controverso da atual proposta de regulamentação: restringir o mercado de informática a profissionais com diploma independentemente da sua qualificação (diferentemente, p.ex., da Ordem dos Advogados do Brasil, cujo exame para exercer a profissão impede que cheguem ao mercado profissionais sem a devida qualificação).

Outros pontos que merecem discussão, sem dúvida, dizem respeito ao profissionais com certificações de mercado (como LPI e outras) além da definição do "escopo" da área de informática (afinal, seria necessário registro para trabalhar com bio-informática ou mecatrônica, p.ex.?). Também é verdade que ter a profissão regulamentada poderia ser um meio de evitar os muitos casos de maus profissionais (entendam-se, o famoso "sobrinho" que entende de informática) que prestam serviços de baixa qualidade principalmente à micro e pequenas empresas -- e cujos maus serviços refletem sim à sociedade que não tem quaquer controle sobre esse tipo de profissional. Ao mesmo tempo pensa-se se seria justo condenar os bons profissionais free-lancer e auto-didatas sob pena de exercício ilegal da profissão.

Enfim, para concluir este texto, gostaria claro, de conclamar todos à reflexão desse tema que muito tem a contribuir com nossa sociedade. Não sem antes mencionar ainda que o guru do movimento de software livre, Richard Stallman, é contrário à tal iniciativa;mas também que há especialistas que dizem que o desenvolvimento de software livre, p.ex., seria pouco afetado.

Por hora é isso. Até a próxima, gente!

quarta-feira, 5 de março de 2008

Ajude a tonar o ODF uma norma técnica nacional

ODF é a sigla para Open Document Format. Trata-se de um modelo arquivos eletrônicos em aplicações de escritório, como documentos, cartas, relatórios técnicos, memorandos, ofícios, livros além de planilhas, slides de apresentações, bases de dados e até gráficos.

Certamente todas as pessoas que trabalham com computadores já lideram com arquivos desse tipo em aplicações de escritório. São arquivos muitíssimo populares. Windows, Word, Excel e PowerPoint estão na grade de diversos "cursos de informática" (na verdade, cursos básicos de aplicações MS, pois informática vai muito além disso) por aí,

A propósito, neste cenário, quem nunca teve problema enviando um arquivo .doc salvo numa versão do Word a um amigo que não o conseguiu abrir por ter outra versão do MS-Office? Este é um problema extremamente comum e que já custou até vidas. Na tragédia do tsunami no leste asiático de 2004, pessoas deixaram de ser atendidas por causa que documentos de requisições de remédios simplesmente não puderam ser abertas por problemas deste tipo.

Mas antes que tentem pôr qualquer justificativa, é bom ressaltar que a principal razão para este problema é que os documentos da suíte MS-Office são um completo mistério. Um segredo comercial conhecido apenas pelo fabricante. O que gera uma dependência tecnológica nociva principalmente aos países em desenvolvimento -- como o Brasil.

Desde os últimos 10 ou 12 anos surgem iniciativas para padronizar documentos eletrônicos de escritório. ODF é o ápice da evolução destas iniciativas. Simples, coeso, livre e acessível. Há algum tempo foi adotado como padrão internacional pela ISO. E agora é a vez do Brasil!

Está aberta até o final de março, consulta pública sobre a adoção do ODF como norma técnica ABNT para representação de documentos eletrônicos. Para apoiar esta iniciativa, visite o site. No meio da relação de normas propostas, vai estar:

(01) ABNT/CB-21 COMPUTADORES E PROCESSAMENTO DE DADOS, Selecione o item, depois clique na lupa e dê seu voto a favor do projeto (se possível, com a opção "Aprovado sem restrições". ;-)

Pronto. Depois de um cadastro é bem RÁPIDO e FÁCIL, seu voto será confirmado por e-mail.

Se você quer saber mais sobre o padrão ODF, informe-se. Não deixe também de participar da comunidade BrOffice.org e dos grupos de usuários, p.ex. o nosso GuBrO-PA.

É isso.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

"Caralh@#$%&! O Gilberto Gil é MUITO doido!"

Esse foi o comentário do colega Léo na abertura do Campus Party Brasil quando o ministro hacker, Gilberto Gil, entrou cantando (talvez grunindo, gemendo, ou fazendo beat-box, sei lá...) pra demonstrar o ReacTable, um revolucionário instrumento musical virtual colaborativo -- basicamente uma mesa de vidro com elementos (pequenas peças cúbicas, cilindricas e etc) com projeções que parecem ser as próprias ondas sonoras vibrando, e na qual se pode, virtualmente realmente, fazer tudo pra arranjar o som: alterar o comprimento das ondas, distorcê-las, uni-las e tudo o mais. Muito paidégua (ou como diria o povo aqui: muito sinistro)! Dê uma olhada no vídeo abaixo. Se você prestar atenção, a batida da bateria gera ondas na tela do ReacTable... (nota mental: comprar uma câmera de melhor resolução e com áudio...)

Tá, mas essa não foi a única coisa bacana da abertura do evento. Antes das 23h, horário definido como para a abertura oficial, houve uma contagem regressiva conduzida pelo Quasi, um robozinho que, com recursos de IA, interage com as pessoas e tudo. Pra se ter uma idéia, ao posicionar as câmeras para tirar foto dele, ele mexe os braços e fica fazendo poses(!).

Bem, ainda houve as partes das falas e homenagens e cia. Com a palavra franqueada, falaram Sério Amadeu, o diretor do evento, o cabeludo do Serpro RS, cujo nome não consigo lembrar agora... Marcelo Branco, (vulgo "free bolos" :), o próprio ministro Gil -- que aliás disse que é preciso bandalargar o Brasil, ao se referir à importância da tecnologia e da conectividade nos dias de hoje -- e outros (leia-se, prefeito de São Paulo, presidente da Telefônica, um ou outro pesquisador do CGI.BR, Fapesp e etc e tal).

Como novidades derradeiras a se informar neste primeiro (0-ésimo) dia, foi lançada a Tv do Campus Party Brasil, que transmitirá direto e ao vivo durante todo o evento. Mas, se você preferir acompanhar o evento pelos blogueiros de plantão, seus problemas acabaram: este link pode ser a sua salvação.

É isso, gente. Certamente houve mais detalhes durante o dia, como a experiência no "Kung-Fu Chute na Bunda", mas falo sobre isso com mais calma noutra hora). O evento começou empolgantemente. Veremos como serão os próximos dias. Até lá!

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Campus-Party Brasil

É isso mesmo! De alguma forma consegui me juntar à equipe de "campuseiros" e também estarei, a partir de amanhã, no Campus-Party Brasil, talvez o maior evento geek do mundo. Assim, serei um correspondente cobrigndo o evento com relatos diários!

Não percam!

BlogBlogs.Com.Br

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

O que dá pra aprender com os fãs de Lost?

Neste 31 de janeiro, estreou nos EUA, a quarta temporada da série Lost -- de que sou fã, diga-se.

Lost é uma série diferenciada mesmo. Os mistérios e as surpresas dos acontecimentos da ilha cativam e produzem ardorosos fãs. Além disso, a equipe de produtores é muito boa no marketing e na promoção da série. Neste ano, para tentar acalmar o ímpeto dos expectadores, foi lançado uma espécie de jogo de realidade alternativa chamado Find815. Iniciativa semelhante ocorreu também anteriormente num outro jogo chamado Lost Experience, que versava sobre alguns mistérios da trama.

Pra quem nunca ouviu falar, na ficção, 815 é o número do vôo da Oceanic Airlines que partiu de Sidney para Los Angeles em 22 de setembro de 2004, supostamente caindo sobre o oceano Pacífico, matando todos os 324 passageiros. (A propósito, pra quem não sabe, Oceanic é uma empresa de aviação fictícia, comumente usada em filmes e seriados de tevê). A trama de Lost é bem complexa. Há muitos detalhes que nos levam a duvidar dos acontecimentos, e tecer teorias mirabolantes sobre tudo. Mas isso fica para outra hora.

O jogo Find815 é basicamente a história de um ex-empregado da empresa de aviação inconformado por ter perdido a namorada aeromoça no acidente, e que busca informações sobre o que realmente possa ter ocorrido. A história é bem linear, mas como disse, os detalhes quase ocultos presentes no jogo é que fazem muitas vezes a diferença. E é sobre isso que vamos falar.

Vi que há jogadores fanáticos da série que escarafuncham tudo, desde possíveis mensagens cifradas em um áudio, ou uma análise quadro-a-quadro de vídeos e coisas do tipo. E há coisas legais para se aprender com isso.

Por exemplo, algum expectador mais atento percebeu que em certos pontos de um vídeo soam sinais semelhantes a código morse. Descobri então que existem páginas que traduzem mensagens em código morse. Já outro jogador descobriu uma mensagem subliminar em braile num outro vídeo (imagem ao lado). Aprendi então que existem sites também para tradução de código em braile. Também volta e meia acham-se palavras ou conjuntos de letras aparentemente sem sentido. Pois outro fanático resolveu pô-las num gerador de anagramas em busca de algo inteligível.

Além disso, localizadores de endereços, como o Google Maps, Yahoo Maps ou mesmo o MSN Live, também foram bem úteis. Ferramentas desse tipo também ajudaram a descobrir pontos no mapa a partir de coordenadas (latitude e longitude).

Enfim. Estas são apenas algumas coisas interessantes presentes no jogo (e de que estou me lembrando agora :-). Mas fica claro que este estilo de jogo de realidade alternativa é bem legal principalmente pra quem é curioso e tem espírito investigativo. Trata-se de uma boa diversão e, de quebra, permite descobrir coisas novas. Para mais informações sobre esse estilo de jogo, visite a página ArgBrasil.

É isso. Fiquemos na expectativa de Lost!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

O Pará também tem GuBro

Sim, é verdade! Hoje foi lançado o Grupo de Usuários do BrOffice do Pará - GuBro-PA.

O lançamento foi realizado também com o primeiro evento promovido pelo grupo: o Dia do BrOffice, que ocorre nesta quarta-feira, 30, no auditório do Cefet-PA. Um evento que já começa grandioso, acima de 100 inscrições e superando todas as expectativas.

O lançamento do GuBro-PA vem fortalecer ainda mais a comunidade de software livre do norte do país. Coordenado pelos amigos Edinéia Pereira e Raimundo Xavier e contando com apoio de diversas entidades como Serpro, Sucesu e Ausla, o grupo se constitui de mais um instrumento para promoção de qualificação profissional e inclusão digital na região, por meio de palestras, eventos e cursos de capacitação. Além, é claro, no incentivo ao uso do software livre, troca de experiências e congregação da comunidade de usuário entre si.

Aliás, devo dizer que fui gentilmente convidado pelos os coordenadores do grupo a ministrar uma palestra no evento (cujos slides estão disponíveis para download). Falei um pouco sobre criação de macros para a suíte OpenOffice.org, que é um recurso bem interessante apesar de muitas vezes pouco utilizado (okay, muitos usuários que usam esporadicamente um processador de texto pra digitar uma carta ou coisa assim talvez nem precise, mas para quem usa uma suíte de escritório no dia-a-dia, como ferramenta de trabalho de fato, é bastante útil).

Enfim, está de parabéns a comunidade de software livre paraense por mais esta iniciativa!

domingo, 20 de janeiro de 2008

Como funciona sistema de desafios no tênis

Aproveitando as férias de janeiro, pela primeira vez estou tendo a oportunidade de acompanhar um torneio de tênis com um pouco mais de atenção. No caso, o torneio aberto de tênis da Austrália (Australian Open).

Tênis é um esporte que me dá particular entusiasmo de assistir. Mas além das grandes jogadas e das partidas memoráveis, algo que é muito legal de se ver nessas partidas é o recurso de "hawk-eye" (do inglês, olho de águia), que é o que nós brasileiros conhecemos como tira-teima.

No tênis, isto também é chamado de desafio. Nas quadras que têm este recurso, caso um tenista se sinta prejudicado com uma marcação do juiz (achando que uma bola foi boa quando o juiz deu bola fora, e vice-versa) pode discordar da marcação chamando o desafio. Assim, um telão instalado na quadra mostra uma espécie animação com o replay da jogada com precisão eletrônica, dirimindo de uma vez por todas com qualquer dúvida, e evitando que se cometam injustiças.

Okay, mas como funciona? Quem não garante que não tem uma pessoa fazendo rapidamente uma animação 3D pra beneficiar um certo jogador? :-)

Bem, apesar de ser um recurso adotado de forma oficial apenas recentemente (desde 2005), tecnologias para sua implementação existem pelo menos há uns vinte anos. Essencialmente as quadras têm que ser equipadas com câmeras de vídeo de alta precisão (acima de 60 quadros por segundo) posicionadas ao seu redor. O conjunto de imagens é enviado em tempo real para um computador super potente que faz o processamento espacial dos objetos, sendo capaz de definir posição e trajetória da bola com altíssima precisão.

Assim, não há espaço para restarem dúvidas, mas nem por isso se tem menos emoção. Também não é um recurso obrigatório em todas as quadras. A quantidade de pedidos de desafio é limitada nos torneios. Geralmente cada tenista pode errar até um número máximo de desafios por partida (três, no Australian Open), podendo continuar desafiando a cada vez em que seu desafio foi procedente.

Por que falei isso? Neste caso, vejo que a tecnologia foi extremamente benéfica aplicada ao esporte. Então, qual seria a dificuldade de se pôr algo semelhante, p.ex., no futebol. Aqueles são alguns dos argumentos da FIFA para não autorizar maior uso de tecnologia (nem um replayzinho instantâneo é possível). Certo que seria complicado depender de alta tecnologia em partidas de futebol em países mais pobres. Mas será que nem numa Copa do Mundo, quando o país sede tem que provar que tem infra-estrutura adequada?

Enfim, é isso. Que acham vocês?