sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Revivendo um clássico

O que você acha que o cara abaixo está fazendo?

Jogando River Raid, oras!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Resumo de quinta (da quinta)

Neste quarto dia de Campus Party Brasil, pela manhã houve uma palestra de um tema interessante: gestão eletrônica de documentos. Infelizmente (novamente) houve algum problema com o horário e acabou atrasando mais de uma hora. Registrei apenas o áudio, pois pretendia estar no InstallFest de Slackware.

Ainda pela manhã, assisti a uma parte do Seminário Nacional de Inclusão Digital, que abordava o tema com representantes de vários programas nacionais de telecentros. Na ocasião, inclusive, falou o diretor-presidente do Serpro, Marcos Mazzoni, dentre outros.

Como ponto negativo, um problema que está se acentuando nestes últimos dias é o som. As equipes de apoio de todas estão deixando o volume do som dos microfones dos palestrantes num nível demasiadamente alto, o que além de irritante e estressante, acaba prejudicando a atenção aos temas. Um exemplo foi a oficina de Gimp no stand do Serpro da qual participei. O instrutor tinha praticamente que gritar para passar as orientações a todos. Acabamos seguindo os tutoriais do site.

O ponto alto foi mesmo a palestra do John "Maddog" Hall sobre software livre. Com um clima meio nostálgico no ar, ele fez um pequeno histórico do software livre, da necessidade de compartilhar código (ou o que quer que seja), do custo que é ter software que não funciona, ainda que tenha sido comprado a preço baixo ou obtido de graça (o mito do custo total de propriedade) -- afinal, seu tempo gasto para lidar com software mal-feito poderia ser melhor usado em prol de sua própria qualidade de vida. Muito boa a palestra!

Ao final do dia, ainda assisti a uma parte da palestra sobre SecondLife com Guilherme Tsuboca (acho que o nome é esse) da empresa KaizenGames. Foram mostrados vários vídeos com explorações de algumas possibilidades no mundo virtual. Apresentou dois jogos desenvolvidos pela empresa e que serão lançados ao final do Campus Party: um futebol pelada e um kart. Outro exemplo interessante consistia em uma espécie de túnel ou labirinto com paredes de tapumes de pano por onde as pessoas devam passar. Nestes tapumes eram projetadas imagens direto do jogo, para simulações ou passeios virtuais. Acho que é isso.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Resumo da quarta

Antes de começar, uns comunicados sobre a cobertura do Campus Party Brasil. Primeiro, decidi fazer um post por dia -- é muito chato ficar com o notebook pra lá e pra cá e ter de ficar sendo revistado pelos seguranças o tempo todo. E segundo, acabou novamente a (pouca) carga que tinha dado nas pilhas da máquina, então fotos agora (infelizmente) serão raridades. E mesmo se houver uma ou outra momento que mereça registro, certamente porei em algum link no Flickr ou coisa do tipo. Então, não deve fazer muita falta.

Isto posto, vamos aos fatos. Pra começar, não peguei nada de muito interessante pela manhã. Voltei novamente ao Kick Ass Kung Fu, onde joguei com um outro colega que fazia capoeira e quase batemos o recorde do jogo :-). Terminaram de montar o ambiente virtual de imersão, mas com tanta gente, não consegui jogar.

A decepção ficou por conta do robozinho Quasi. Fui lá numa boa conversar com ele e tal. Pelo que vi no primeiro dia, pensei que era um puta sistema de inteligência artificial com um módulo sintetizador de voz duca... Tentando pegar o tal robô, perguntei-lhe: "Quasi, qual o sentido da vida?". Minha surpresa quando ele respondeu que leu isso num livro uma vez e a resposta era 22 (!?!). Depois vi que, na verdade, há um controlador que fica manipulando-o e dá vida ao robô. Um fantoche cibernético. O legal é que ele é muito bem feito. A "boca" do robô articula perfeitamente a pronúncia das palavras e tudo.

Nas palestras, fiquei praticamente todo o dia no software livre. Participei de uma introdução ao Ginga com demonstrações e tudo, mas muito básica. Depois houve um tutorial de segurança com configuração de honeypots ativos, direto com um pessoal do NIC.BR, muito interessante. Mais à noite ainda houve introdução ao Python com Luciano Ramalho do PythonBrasil -- excelente, e ainda percebo o quanto ainda podemos avançar com o Python aqui em Belém e ainda uma outra sobre o formato ODF (muito boa também, mas a rigor com pouca novidade pra quem assistiu à do Xavier no Dia do BrOffice no Cefet). No final do dia, ainda consegui assisitr a um pedaço de uma apresentação de um pessoal do EstudioLivre sobre ferramentas para áudio com o Ubuntu Studio (que, aliás, eu nunca tinha ouvido falar).

Mas a melhor parte mesmo foi um bate-papo com Marcelo Tas, o Miranda (dos Ídolos) e a bela VJ Luiza da MTV sobre conteúdos online, liberdade de acesso, informática e sociedade, etc. Foi muito enfática a necessidade de se ajustar certos conceitos sobre o que é pirataria ilegal e o que é compartilhamento de informação. Taz questionou o que há de errado em, p.ex., se baixar músicas na Internet para uso próprio. Acaso é errado emprestar um livro para um amigo quando se acabou de ler? "Crime é proibir um moleque de ler, de ter acesso a uma música e curtir um som", lembrou Miranda. Luiza noticiou um caso bizarro que na Inglaterra em que se sugeria proibir o acesso à Internet a quem compartilhasse música por protocolos P2P. As discussões se aprofundaram nessa linha. Foi realmente muito legal!

Por hora é isso.

Tour pelo evento, robôs e casemods no Flickr

Algumas fotos de coisas interessantes no evento estão no Flickr. A saber, uma bela coleção de casemods (pra quem não sabe, gabinetes de computador personalizados), robozinhos e um breve tour virtual pelo evento.

XNA, Ogre e um pouquinho de Ginga

Realmente conclui que é muito difícil acompanhar a toda a programação interessante do evento. Infelizmente perdi quase toda a palestra sobre o framework da tv digital brasileira...

Perdido por um, perdido por mil. Decidi ir logo para a próxima de minha programação pessoal: plataforma Microsoft XNA com Ogre de lambuja, com Edgar Damiani. Como não era muito a minha praia (e como havia uns grandes almofadões para quem quisesse ficar deitado no chão), acabei gravando o áudio todo para disponibilizá-lo aqui -- numa cobertura especial para o BelJogos.

Na verdade, vi que é um tutorial que vai prosseguir durante toda a semana -- mas infelizmente acho que não terei pique para os próximos dias.

É isso.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Blog não é apenas tecnologia

Depois do Javaman, perambulando pela área do evento, acabei passando apenas pela palestra de Google Gadgets, mas como já estava bem adiantada optei por não assistir.

Acabei indo à palestra do Juliano com o tema "Tecnologia não faz o blog". Uma palestra leve e bem direta. Relacionou a necessidade de "blogar" com a própria necessidade de comunicação do ser humano. Também apresentou a dualidade entre blog de cunho pessoal ou jornalístico, tema que rendeu certa controvérsia. Juliano faz parte do projeto RadarCultura da Fundação Padre Anchieta. O programa também está presente no Campus Party Brasil.

Após isso, cheguei a tentar assistir à palestra sobre o Projeto Morfeo -- pelo pouco que vi, uma espécie de repositório de código online, mas não sei falar mais além disso --, mas o excesso de informação e o cansaço não deixavam.

Java, Javaman e Javali

Às 15h20 de Belém, começou a palestra do Bruno "Javaman" Souza, não sem antes tirar umas fotos junto com o Javali -- mascote da versão livre de java. O Bruno começou perguntando a cada um o que gostaria de saber sobre Java. Claro, zilhões de perguntas apareceram. Depois, sondou o perfil do público: que linguagem, que IDE, que SO, que processador e etc? Enfatizou a necessidade de desenvolvimento multiplataforma e a importância do desenvolvimento de software para o contexto de conectividade que se tem hoje.
Muitas empresas ainda tratam software como segredo.
Para discorrer sobre a necessidade do software ser aberto, livre, fácil de ser compartilhado e tudo o mais, Bruno fez uma afirmação para a qual muitos professores de engenharia de software torceriam o nariz:
Software é muito mais uma arte que uma engenharia.
e daí viria a necessidade de se mostrar o software e de se compartilhar código.

A rigor, a palestra continuou muito nessa linha. Ainda sobre a necessidade de portabilidade e tudo, apresentou-se um Java Ring e smartcards como hardwares capazes de executar a JVM. Próximo ao final, respondeu a algumas das perguntas que suscintou no início mas, intencionalmente ou não, encerrou a palestra às 16h00, sem tempo para esclarecer a todas, cedendo espaço ao próximo palestrante. Entretanto, Bruno Souza se comprometeu a responder às demais perguntas num bate-papo pelos corredores com quem estivesse interessado.

É isso.

E a de direito digital?

Em virtude dos pequenos problemas de horário e atrasos de palestras, acabei perdendo boa parte da palestra sobre direito digital. Mas ainda pude acompanhar o palestrante Ronaldo Lemos mencionando a questão de privacidade na internet, citando o caso Cicarelli contra YouTube, situação clara da desproporcionalidade da proteção do direito individual sobre o coletivo (um princípio constitucional).

Outros esclarecimentos importantes: sim, é possível trocar de licença, desde que para abrir mais, nunca para restringir mais. E ainda: ao usar uma licença livre, o autor não perde a autoria do software ou da obra, continuando sendo sempre o dono dela. Ou seja, aquilo que todo usuário de software livre sabe (ou deveria saber): se meu software estiver sob GPL, nada me impede de vendê-lo; ou ainda, um livro disponibilizado gratuitamente sobre Creative Commons na internet, pode ser vendido pelo autor a uma editora, sem problemas.

Enfim, houve muitas perguntas e não vou lembrar de todas, mas muitas foram dúvidas específicas do público. CC, plágio, aplicações em blogs, direitos no ciber-espaço versus territorial e congêneres foram os assuntos com dúvidas mais freqüentes. Mas foram todas muitíssimo interessantes. Me chamou atenção uma tônica que parece nortear o direito digital: a questão das cada vez maiores restrições impostas pelas leis versus as também cada vez maiores necessidades de liberdade de acesso, sociedade livre, e etc.

É um assunto muito interessante pra uns, e muito chato pra outros... então acho que já chega, não?

Primeira palestra da tarde (pós-almoço)

Putz, depois do almoço curto, com correria e fila, voltar pra assistir às palestras sem praticamente nenhum intervalo foi dose... Conforme o planejamento, fui para a de astronomia. O assunto até parecia bem interessante, mas achei muito focada para estudantes de astronomia, astrofísica e cia ltda.

Decidi seguir o conselho do colega Emanoel do Serpro de Fortaleza e ir à palestra sobre o editor de vídeo livre Cinelerra. Bobagem que fiz. A organização da palestra estava muito aquém -- sequer o computador com o programa instalado tinha, o que teve de ser feito na hora. Também deu problema no microfone, além de outros contratempos.

Muito de improviso, a palestrante Luciana empenhou-se em mostrar a interface do programa e tudo, mas nada além. Uma prática que estava programada também não houve. Uma pena, pois sempre ouvi falar que o Cinelerra é um software de alto nível para ediçào de vídeo e infelizmente não podemos comprovar. Fica para a próxima...

Palestra sobre a DIT (digital Interactive Table)

A palestra sobre a DIT, a rigor, começou mesmo com uma hora de atraso. Mas ao menos foi bem breve ainda que razoavelmente superficial. Grosso modo, pensem nessa Digital Interactive Table como uma espécie de monitor de vídeo touchscreen que fica na horizontal. Mas o legal mesmo são os aplicativos disponíveis. Maximizar janelas com os dedos, movê-las, desenhar, gerar efeitos esfumaçados e até rodar alguns joguinhos como uma versão modernosa do pong -- chamada de Wong, aqui (por sinal, haverá um campeonato logo mais à tarde). Tudo isso com a possibilidade de uso por múltiplas pessoas, possivelmente de forma colaborativa. O próprio Reactable é feito em cima dessa interface.

A palestra foi mesmo bem breve -- pouco mais de meia hora. Os dois palestrantes mostraram que o próprio teclado de computador é considerado o primeiro hardware multi-toque (quem nunca teclou ao mesmo tempo CTRL-ALT-DEL?). Também falaram das tecnologias que existem e são ssencialmente duas. Uma em que feixes infra-vermelhos são dados na lateral da superfície vítrea sendo por ela refratados, gerando espécies de áreas de sombra a partir dos pontos em que os dedos tocam a superfície. Outra, desenvolvida pela Microsoft é bem semelhante, mas emite feixes infra-vermelhos por sobre (o sob) o vidro.

Se essa tecnologia pode substituir as interfaces de entrada tradicionais (teclado e mouse) os palestrantes disseram que sim. Salvo engano -- os palestrantes eram espanhóis e a comunicaçào algumas vezes foi difícil -- há uma API em dó sustenido C# que abstrai detalhes de implementação em baixo nível.

Bem, é isso. Para mais detalhes, pesquisem na internet :-)

Dia II: a missão

Foi confirmada a grade de programação do #cparty. Putz, é muita coisa legal ao mesmo tempo e -- a menos que você tenha sido clonado duas vezes -- não dá pra aproveitar tudo.

Sendo assim, resolvi traçar a minha missão para este segundo dia:

  • até 9h29 - manhã de poucos eventos, talvez eu fique com Evolução da robótica;
  • 11h45 - Campus Futuro, pra ver a Digital Interactive Table, sem dúvida;
  • até 13h29 - pra relaxar depois do almoço, acho que vou assistir a umas partidas do Games;
  • 13h30 - lado nerd aflora; Quântica na Astrofísica, rs :-)
  • 14h30 - Direito digital, acho que pode ser bem útil;
  • 15h30 - Second Life ou Podcast fácil? Acho que vou decidir na hora...
  • 16h00 - ...mas vou sair antes pra ver a de desenvolvimento com Web2.0 e Ajax;
  • 17h00 - Google Gadgets, Tecnologia não faz um blog ou Flight Simulator RX - ou seria o bom o belo e o divertido?
  • 18h00 - Devo ver o que é Plataforma Morfeu? Ou melhor conferir os resultados do OLPC nas escolas?
  • 19h00 - Não posso perder o/a Ginga e a tv digital brasileira.
  • 20h00 - Microsoft XNA (putz, se o Romero tivesse aqui...);
  • 21h00 - Tema livre, não? É... se ainda tiver fôlego, hora coringa pra relaxar...

Ufa..., é isso! Espero conseguir seguir este planejamento. Voltarei a postar em caso de quaisquer novidades.

Até logo mais.

Pelotão, descansar.

Fim do primeiro dia do Campus Party. Hora de dormir... Dá uma certa pena deixar ocioso o link de 5Gb pra ter de dormir (ainda mais sem ter baixado nem a primeira temporada dos Simpsons toda :). Tentei ainda ficar até as 2h, mas agora realmente já é hora.

Pelo lado positivo, ao menos tenho a chance de mostrar as super instalações do acampamento campus tabajara-party. Ao lado vocês podem ver a "Vila Serpro" (reparem no detalhe do logo), alojamento de todos os bravos colegas que cá estão. Ao total são cerca de mil e quinhentas tocas-do-Gugu barraquinhas dessas no terceiro piso do pavilhão da Bienal, no parque do Ibirapuera.

Abaixo segue a minha barraca, com o kit de sobrevivência (da esquerda pra direita): colchonete de dormir -- agradeço ao colega Rafael Marconi de Salvador -- com um lençol, mala com pertences pessoais, bolsa da cia Telefonica (contém uma garrafinha dágua, uma camiseta e um monte de propaganda), cadeado sobre o livro "Amor, verbo intransitivo" de Mário de Andrade, e molho de chaves, tudo isso sobre pasta com papéis importantes e minha caixa de entrada GTD. Ainda tem dois cd's, cabo adaptador mini-usb, mochila para notebook, calça jeans e uma barrinha de cereal, além do meu par de tênis que estava tímido e preferiu não aparecer.

É isso. Vamos dormir que a noite será longa... ou não.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

"Caralh@#$%&! O Gilberto Gil é MUITO doido!"

Esse foi o comentário do colega Léo na abertura do Campus Party Brasil quando o ministro hacker, Gilberto Gil, entrou cantando (talvez grunindo, gemendo, ou fazendo beat-box, sei lá...) pra demonstrar o ReacTable, um revolucionário instrumento musical virtual colaborativo -- basicamente uma mesa de vidro com elementos (pequenas peças cúbicas, cilindricas e etc) com projeções que parecem ser as próprias ondas sonoras vibrando, e na qual se pode, virtualmente realmente, fazer tudo pra arranjar o som: alterar o comprimento das ondas, distorcê-las, uni-las e tudo o mais. Muito paidégua (ou como diria o povo aqui: muito sinistro)! Dê uma olhada no vídeo abaixo. Se você prestar atenção, a batida da bateria gera ondas na tela do ReacTable... (nota mental: comprar uma câmera de melhor resolução e com áudio...)

Tá, mas essa não foi a única coisa bacana da abertura do evento. Antes das 23h, horário definido como para a abertura oficial, houve uma contagem regressiva conduzida pelo Quasi, um robozinho que, com recursos de IA, interage com as pessoas e tudo. Pra se ter uma idéia, ao posicionar as câmeras para tirar foto dele, ele mexe os braços e fica fazendo poses(!).

Bem, ainda houve as partes das falas e homenagens e cia. Com a palavra franqueada, falaram Sério Amadeu, o diretor do evento, o cabeludo do Serpro RS, cujo nome não consigo lembrar agora... Marcelo Branco, (vulgo "free bolos" :), o próprio ministro Gil -- que aliás disse que é preciso bandalargar o Brasil, ao se referir à importância da tecnologia e da conectividade nos dias de hoje -- e outros (leia-se, prefeito de São Paulo, presidente da Telefônica, um ou outro pesquisador do CGI.BR, Fapesp e etc e tal).

Como novidades derradeiras a se informar neste primeiro (0-ésimo) dia, foi lançada a Tv do Campus Party Brasil, que transmitirá direto e ao vivo durante todo o evento. Mas, se você preferir acompanhar o evento pelos blogueiros de plantão, seus problemas acabaram: este link pode ser a sua salvação.

É isso, gente. Certamente houve mais detalhes durante o dia, como a experiência no "Kung-Fu Chute na Bunda", mas falo sobre isso com mais calma noutra hora). O evento começou empolgantemente. Veremos como serão os próximos dias. Até lá!

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Campus-Party Brasil

É isso mesmo! De alguma forma consegui me juntar à equipe de "campuseiros" e também estarei, a partir de amanhã, no Campus-Party Brasil, talvez o maior evento geek do mundo. Assim, serei um correspondente cobrigndo o evento com relatos diários!

Não percam!

BlogBlogs.Com.Br

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

O que dá pra aprender com os fãs de Lost?

Neste 31 de janeiro, estreou nos EUA, a quarta temporada da série Lost -- de que sou fã, diga-se.

Lost é uma série diferenciada mesmo. Os mistérios e as surpresas dos acontecimentos da ilha cativam e produzem ardorosos fãs. Além disso, a equipe de produtores é muito boa no marketing e na promoção da série. Neste ano, para tentar acalmar o ímpeto dos expectadores, foi lançado uma espécie de jogo de realidade alternativa chamado Find815. Iniciativa semelhante ocorreu também anteriormente num outro jogo chamado Lost Experience, que versava sobre alguns mistérios da trama.

Pra quem nunca ouviu falar, na ficção, 815 é o número do vôo da Oceanic Airlines que partiu de Sidney para Los Angeles em 22 de setembro de 2004, supostamente caindo sobre o oceano Pacífico, matando todos os 324 passageiros. (A propósito, pra quem não sabe, Oceanic é uma empresa de aviação fictícia, comumente usada em filmes e seriados de tevê). A trama de Lost é bem complexa. Há muitos detalhes que nos levam a duvidar dos acontecimentos, e tecer teorias mirabolantes sobre tudo. Mas isso fica para outra hora.

O jogo Find815 é basicamente a história de um ex-empregado da empresa de aviação inconformado por ter perdido a namorada aeromoça no acidente, e que busca informações sobre o que realmente possa ter ocorrido. A história é bem linear, mas como disse, os detalhes quase ocultos presentes no jogo é que fazem muitas vezes a diferença. E é sobre isso que vamos falar.

Vi que há jogadores fanáticos da série que escarafuncham tudo, desde possíveis mensagens cifradas em um áudio, ou uma análise quadro-a-quadro de vídeos e coisas do tipo. E há coisas legais para se aprender com isso.

Por exemplo, algum expectador mais atento percebeu que em certos pontos de um vídeo soam sinais semelhantes a código morse. Descobri então que existem páginas que traduzem mensagens em código morse. Já outro jogador descobriu uma mensagem subliminar em braile num outro vídeo (imagem ao lado). Aprendi então que existem sites também para tradução de código em braile. Também volta e meia acham-se palavras ou conjuntos de letras aparentemente sem sentido. Pois outro fanático resolveu pô-las num gerador de anagramas em busca de algo inteligível.

Além disso, localizadores de endereços, como o Google Maps, Yahoo Maps ou mesmo o MSN Live, também foram bem úteis. Ferramentas desse tipo também ajudaram a descobrir pontos no mapa a partir de coordenadas (latitude e longitude).

Enfim. Estas são apenas algumas coisas interessantes presentes no jogo (e de que estou me lembrando agora :-). Mas fica claro que este estilo de jogo de realidade alternativa é bem legal principalmente pra quem é curioso e tem espírito investigativo. Trata-se de uma boa diversão e, de quebra, permite descobrir coisas novas. Para mais informações sobre esse estilo de jogo, visite a página ArgBrasil.

É isso. Fiquemos na expectativa de Lost!